a última carta

Fiz-me inteiro. Completo por ser imperfeito. Fiz me ao meio, pelos meios, cantos, acordes, cores, traços, ventos. Fiz-me mais do que jamais havia sido, renasci mesmo após ter-me dado como vencido. E agora, no fim disso tudo o que recebo é um novo começo.

 

Sei o que sou e sei o que quero. Sei pelo que morrer e pelo que deixar passar. Sei que sou e sempre serei infinito, simplesmente por sempre estar aberto a ser um novo e melhor eu. Minha busca nunca irá acabar, mas com ela, minha satisfação será eterna. Eu vim aqui pra isso. Eu vim aqui pra fazer, pra ser, pra crer, pra tentar.

 

Perdi o medo do erro. Perdi o medo do menos. Perdi o medo de mim. Sou mais forte do que nunca, mais calmo do que nunca, mais pleno e ameno. Se o mundo terminar amanhã eu vou lamentar ter demorado tanto, mas entenderei perfeitamente que esse tempo foi preciso pra que meu agora pudesse ser tão precioso.

 

Não sei qual será o meu caminho, o meu destino, o meu novo endereço. Mas me basta a certeza de poder viver mais um recomeço.

 

Feliz fim dos tempos.

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This is not me
Or anyone that I know or that I used to be
This is just a face with empty eyes and a big mouth
This is just a perspective of an inexplicable lack of sense
This is not a text
This is not a language
This is just an experiment without any purpose
I just want to try to comunicate myself in a diferent way
I just want to see if i have the necessary tools to be understood outside my place
And well, i think i have to improve a lot myself to be relevant
I think you may know what i mean
I’ ve been watching you, this is a two way road
Don’t you think i never saw your eyes around here?

alto risco

Minha voz é silêncio

Eu sou limite atrás de limite

Fecho pouco a pouco

E alimento meu voraz desejo

De me expandir

 

Você entende que pra isso eu teria que ser capaz de crer antes de mais nada na minha própria capacidade de ser?

 

Minha voz é silêncio

Minha vista escuridão

Meus ouvidos são tormento

Inaptidão

 

Quem aposta assim?

Quem aposta em mim?

pluma

Que tempo lento

Tanto faz

Eu já não ligo mais

Meu argumento

É um tormento

Que me faz olhar pra trás

 

E eu tropeço e entorpeço

Estou disperso, eu reconheço

Mas é que a vida acelerou seu caminhão sem freio em minha direção

E eu abri os braços e o sorriso pra esperar a colisão

 

Sentir o cheiro do meu sangue no asfalto

Enquanto eu despedaço

Enquanto o meu corpo se entrega ao alto e infinito abraço do espaço

 

E eu vejo a calma que essa dor liberta

Eu perco a alma e deixo a vida as cegas

Enquanto apago minhas palavras certas e minhas mãos se prendem nessas pedras

 

Meu pouso bruto

Remove a pele

Revela a carne

Desliga o tempo

Me escancara ao mundo sem o meu consentimento

 

E lá estou

E aquilo eu sou

Um pingo de chuva me avisa:

“Ainda não terminou”