meu nada a

O nada me cerca como uma cápsula. Nada a oferecer. O nada me causa a distância. Nada além de saber. O nada me evita a festa. Nada, nem mesmo paz. Perto demais, porém incapaz. Bem vindo ao nada, menino.

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de qualquer forma

Pode ser que esteja aqui

O que em lugar algum jamais esteve

Pode ser que seja assim

Aquilo que eu nunca consegui entender

Pode ser

E que seja

Como for

 

Dessa forma ou de outra

Outra forma qualquer

Cedo ou tarde, agora ou nunca

Da maneira que vier

 

Eu nem sempre sei o que está em mim.

O que eu guardo, o que eu levo, o que elevo ou o que causo

São casualidades esses fatos

Diversidade de dificuldades

Sem nenhum excesso, exceção

A voz voraz que vem e diz que não dá mais

Mas ainda assim eu não me calo

Pois meus olhos dizem o que nem mil palavras poderiam explicar

Não me escondo por de trás de nenhuma conduta assimilada

Eu sangro nas ruas, eu corro, eu morro entre as gotas de chuva

Eu nem sempre sei o que escapa de mim

O que eu liberto ao mundo

O que passo, o que faço, se eu falo o que eu vejo ou se me calo no desejo de poder apenas enxergar.

 

Pode ser que eu esteja aqui

Onde ninguém jamais pudesse imaginar

Pode ser que eu esteja aqui

 

O que passo, o que faço, se eu falo o que eu vejo ou se me calo no desejo de poder apenas enxergar.

O que eu liberto ao mundo

Eu nem sempre sei o que escapa de mim

Eu sangro nas ruas, eu corro, eu morro entre as gotas de chuva

Não me escondo por de trás de nenhuma conduta assimilada

Pois meus olhos dizem o que nem mil palavras poderiam explicar

Mas ainda assim eu não me calo

A voz voraz que vem e diz que não dá mais

Sem nenhum excesso, exceção

Diversidade de dificuldades

São casualidades esses fatos

O que eu guardo, o que eu levo, o que elevo ou o que causo

Eu nem sempre sei o que está em mim.

 

Da maneira que vier

Cedo ou tarde, agora ou nunca

Outra forma qualquer

Dessa forma ou de outra

 

Como for

E que seja

Pode ser

Aquilo que eu nunca consegui entender

Pode ser que seja assim

O que em lugar algum jamais esteve

Pode ser que esteja aqui

tenho

Tenho

O mundo

Para destruir

Mas me destrói mais

Morrer por dentro

Morrer por medo

Morrer por sono

Morar na queda

Ceder o trono

 

Tenho

Voz

Mas não ganho

A vez

 

Esqueço de ser

Pretendo

Satisfeito em não ser

Dependo

 

Tenho

Mas pouco tento

em segredo e segurança

Cadeados. Cadeados pra quem quer segurança, pra quem teme, pra quem acha que existe. Tem dias que eu não acredito. Dias que eu não quero mais, dias em que eu nunca quis. Dias em que eu não faço a menor ideia de como me deixei chegar até aqui. Cadeados. Cadeados pra que ninguém mais possa ver o que está aqui dentro. Dentro de mim.

.lá e cá.

 

Digo dois mundos. Não tenho lugar em nenhum deles. Digo dois mundos, mas a verdade é que não existo. Digo dois mundos, mas não tenho vida. Digo dois maior que zero, mas zero é igual a tudo. Dois são meio que juntos nem dão um. Eu desligo. Onde estava? É o fim.

 

Sem som. Meu sono dá o tom de uma volta. Eu aqui, eu de novo. Eu que não tenho, que não sou, que não posso. Eu que não é, que não tem, que não quer! Quem está em mim? Quem restou de mim? Quem foi?

 

Quando eu passo as coisas se misturam. Não sei se volto todo ou se fico por inteiro. As coisas que parecem as mesmas se mostram opostas na minha cabeça.

 

É só um desejo de dizer de outra forma. Um desejo de abrir a velha porta. Voltar pra guerra. Perder o sentido e ser sentido sem nenhuma sensatez. O que foi que eu fiz? Onde eu estava? Nada.

 

Meio fio, chuva, caos, trânsito, batida, corrida, fuga;

 

Felinos e felinas. Rusgas.

 

Camarada, estrada, foto, tempo, escuro, luz.

 

O mapa se amplia. As sombras se desfazem a cada novo passo vem na mente à lembrança de já ter estado lá. Consciência do inconsciente. Eu andei por lugares que nem sei se existem além de mim. Fronteiras que revelam cada vez mais distâncias entre eu e o que penso ser.

 

É verdade. Não tenho dúvidas de que tudo aquilo era além de mim. Mas quem foi que me viu? Quem é que me diz que também esteve lá? E mais do que isso, o que é que há para ser compreendido de lá pra cá?

o que fica de lá

Será que eu já voltei?

Não vi como cheguei

Só trago comigo o sentimento que a mim se agregou

De lá pra cá

Eu sinto mal

Me desliguei

Não vi, não sei…

Mas que barulho é esse?

Assim, eu já senti.

No tempo em que estive fora

Tudo foi embora

Agora eu não sei mais se posso

É forte demais

É severo

Cruel

Eu tento fugir

Mas quero voltar

Eu quero estar

Eu quero ver

Saber

Prever

Um lugar quase aqui

Um lugar quase meu

Um lugar qualquer

Ou lugar nenhum

De lá pra cá

Eu vejo

O que aqui nem sempre eu percebo

Câmbio, desligo.

Num dia de chuva

Se fosse o tempo algo que não me tomasse tanto de si mesmo, talvez eu soubesse administra-lo melhor. Talvez eu dispusesse de mais pra outras questões além de refletir sobre a sua eterna passagem sobre nós.

 

Se fosse o tempo

Seria à hora

Agora ou nunca

Ainda é cedo

Da tempo?

Já foi tarde

 

Definições curtas de tempo

 

Sempre é um exagero

Ás vezes é um tanto vago

Nunca é demais

 

 

Nesse tic de outro tac que passou pra trás, agora é outro e outro foi e esse não é mais. Mas como assim? O que será de mim quando a hora chegar? Em mais alguns segundos, são só alguns segundos pro meu despertador tocar. É que eu acordo cedo, abandono o travesseiro e vou pra trabalhar. Compensar.

 

“Não faz disso esse drama, essa dor,

é que a sorte é preciso tirar pra ter…”

 

 

Hoje eu sonhei com o dia 12 de dezembro de 2012. Num meio fio eu via a chuva caindo e me perguntava se me restariam mesmo de fato apenas poucos dias de vida. Me vi ali e pensei em como tudo passou rápido, eu era o mesmo, a vida era a mesma. A diferença era que o fim parecia assustadoramente próximo de mim.

 

“Eu pensei, que quando eu morrer, vou acordar para o tempo e para o tempo parar.”