pluma

Que tempo lento

Tanto faz

Eu já não ligo mais

Meu argumento

É um tormento

Que me faz olhar pra trás

 

E eu tropeço e entorpeço

Estou disperso, eu reconheço

Mas é que a vida acelerou seu caminhão sem freio em minha direção

E eu abri os braços e o sorriso pra esperar a colisão

 

Sentir o cheiro do meu sangue no asfalto

Enquanto eu despedaço

Enquanto o meu corpo se entrega ao alto e infinito abraço do espaço

 

E eu vejo a calma que essa dor liberta

Eu perco a alma e deixo a vida as cegas

Enquanto apago minhas palavras certas e minhas mãos se prendem nessas pedras

 

Meu pouso bruto

Remove a pele

Revela a carne

Desliga o tempo

Me escancara ao mundo sem o meu consentimento

 

E lá estou

E aquilo eu sou

Um pingo de chuva me avisa:

“Ainda não terminou”

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